Minha marca deveria usar as Leis de Incentivo?

Minha marca deveria usar as Leis de Incentivo?

Creio que sim! Sabe por quê? É que esse é um recurso disponível para todo CNPJ e permite usar parte do seu imposto para promover uma ação em prol do bem-estar coletivo. Além da contribuição social, aportar projetos de Leis de Incentivo gera publicidade positiva para a sua marca, promove engajamento com o seu público-alvo e ainda fortalece a sua imagem perante a comunidade. Sabemos que muitas pessoas olham para as Leis de Incentivo com certo preconceito, talvez pelo fato de que muitas informações falsas ou equivocadas rodeiam este assunto. Pensando nisso, resolvi conversar com as especialistas Júlia Berwerth e Juliana Volpe, que há cinco anos estão à frente da ComTexto Cultural. Elas tiraram as minhas dúvidas e ainda contaram histórias incríveis sobre os projetos realizados pela produtora. Escrevi este artigo para desmistificar alguns pontos e também para compartilhar casos de sucesso. Acompanhe!

Meu imposto, minhas escolhas!

Aportar projetos por meio das Leis de Incentivo significa ter a liberdade de escolha sobre a destinação de parte do imposto que a sua empresa paga. Quando falamos sobre o assunto, é comum encontrar pessoas que classificam a ação como “oba-oba”. Equívoco enorme! Isso porque estamos falando de um procedimento burocrático, que exige um acompanhamento rigoroso e prestação de contas detalhada. Inclusive, há projetos que demoram mais de um ano para se adequarem. Isso ressalta o quanto é importante contar com os serviços de um profissional especializado. Mas, e quando a verba disponível não é suficiente para aportar o projeto? Nesses casos, é necessário realizar adequações para reduzir custo. Outra alternativa possível é buscar empresas parceiras que também queiram abraçar a causa. Já deu para ver que tirar um projeto do papel não é tão simples quanto se imagina, mas é possível.

“- Quero fortalecer a relação com o meu público”.

E quem não quer, não é mesmo? Oferecer experiências com a sua marca é um caminho interessante. Atualmente, assumir uma causa de impacto cultural que tenha afinidade com os seus valores é um recurso valioso para definir o seu posicionamento, criar afinidade com o público e ainda exercer responsabilidade social. Em 2019, a ComTexto Cultural realizou pelo segundo ano consecutivo o Cidades das Cores, em Matão (SP) e Araraquara (SP). O projeto leva arte para as paisagens urbanas e revela talentos mirins. Durante a ação, crianças e adolescentes tiveram a oportunidade de participar de um curso gratuito de graffiti, com o artista Jota Aracê, e ao final puderam soltar a imaginação durante aulas práticas. Além de colorir as cidades, o patrocinador conseguiu acessar espaços antes inexplorados e expor a qualidade do seu produto para um grande número de pessoas.

Valorizar os talentos locais.

Quando falamos sobre projetos culturais, não é clichê dizer que eles têm o poder de mudar vidas. Isso porque além de trazer novos conhecimentos e experiências ao público atendido, as ações dão oportunidade a diversos profissionais, como artistas e educadores, de atuarem no projeto e mostrarem seu trabalho. Além disso, a economia local é movimentada com a compra de materiais e contratação de profissionais que prestam serviços secundários. Este ano, a ComTexto Cultural realizou o lançamento do filme “Morada do Vôlei: Mais que um esporte, uma paixão”. A produção é a realização de um antigo sonho do publicitário e ex-atleta Fernando Mori, que desejava documentar a tradição do vôlei em Araraquara, que teve seu auge nas décadas de 1970 e 1980. O filme traz fatos históricos e entrevistas com os talentos da cidade. Além de exibição gratuita no SESC, a obra foi gravada em DVDs, entregues às escolas e instituições que fomentam a cultura.

Promover a utilidade pública.

E por falar em boas histórias… Quando você investe em um projeto social, não entrega apenas um aporte financeiro. É muito mais do que isso! Apadrinhar uma atividade de interesse coletivo deixa a sua marca em posição de evidência não apenas com o seu público-alvo, mas também cria uma imagem positiva com a comunidade em seu entorno. Resgates históricos também podem ser feitos a partir de projetos culturais, como o projeto “CTA 60 Anos de História”, que mostra os feitos da Companhia de Trólebus de Araraquara, que na década de 1960 foi pioneira ao trazer para uma cidade do interior a tecnologia dos ônibus elétricos. O projeto incluiu o lançamento de um livro, site e vídeos com registros de documentos, fotos e depoimentos sobre toda a trajetória da CTA, que há tempos estava esquecida. Exemplares do livro foram entregues a bibliotecas municipais e a escolas da cidade.

Proporcionar descobertas.

Quem quer dá um jeito. Tivemos uma agradável surpresa em 2018, quando a pequena Tayline, aluna da Apae Vicente de Carvalho, nos deu um exemplo prático de como a oportunidade se transforma em força de vontade e superação. A menina foi uma das 260 pessoas atendidas pelo projeto Curta Cultura com a Gente, que ofereceu oficinas de artes, dança, canto e coral, violão, teatro e contação de histórias. Quando Tayline teve seu primeiro contato com um violão, durante o projeto, logo se encantou. Apesar de sua pouca mobilidade física, a menina conseguiu se adaptar e passou a utilizar os pés para tocar o instrumento. Essa e muitas outras histórias emocionantes foram registradas em um curta-metragem.

Democratizar a cultura.

Nem sempre os projetos têm longa duração. Às vezes, é preciso apenas algumas horas para levar cultura a lugares que as pessoas menos esperam. Quando falamos de ações em espaços públicos, elas têm o poder de impactar quem passa pelo local, podendo despertar o interesse para uma atividade que a pessoa nunca imaginou fazer, e quem sabe até descobrir um talento que estava escondido! No ano passado, o projeto Ateliê Público levou sete oficinas culturais para a Praça da Matriz de Matão. Foi um sábado inteiro de atividades que instigaram a criatividade dos participantes. O evento gerou mídia espontânea e trouxe feedbacks muito positivos, e isso superou as expectativas do patrocinador.

Converse com quem entende.

Já comentamos que realizar um projeto com aporte provindo das Leis de Incentivo não é um processo simples. Falhas em alguma das fases podem trazer consequências que vão desde a interrupção do projeto até o seu cancelamento. Não é uma regra realizar um projeto por meio de uma empresa especializada, porém, devido à complexidade, optar por uma empresa é uma boa alternativa. A ComTexto Cultural tem muita experiência em formatar projetos, encontrar parceiros, administrar os prazos, acompanhar a evolução dos serviços realizados e prestar contas. Ah, e não precisa se preocupar com o tamanho da sua verba. A ComTexto Cultural tem em seu portfólio desde projetos com verbas mais modestas, até os mais grandiosos. No primeiro contato, a equipe vai bater um papo com você para saber que tipo de projeto gostaria de realizar, além de colher informações sobre o perfil de sua empresa. Depois de uma análise, serão apresentados projetos que atendam às suas necessidades e caibam no seu orçamento. Não se preocupe, os seus dados estão seguros.

Espero que este artigo tenha sido esclarecedor para você. Caso tenha instigado uma vontadezinha de saber ainda mais sobre como investir, envie um e-mail para projetos@ctexto.com.br e converse com as nossas experts Júlia Berwerth e Juliana Volpe.