Olimpíada e redes sociais: o que Tóquio ensinou sobre a comunicação

A Olimpíada já chegou ao fim, mas os acontecimentos que envolveram o Brasil e os atletas brasileiros dão caldo pra muito assunto…

De tudo o que rolou, fica a lição: o repentino sempre vai acontecer!  E, com isso, aprendemos que administrar a imagem de um atleta ou de uma marca patrocinadora é ter que lidar com imprevistos e trabalhar para reinventar a comunicação o tempo inteiro.

Com a internet, então, as notícias voam!!! São milhares de comentaristas sobre o fato, e o imprevisível não tem manual de instrução. Mas alguns princípios devem ser seguidos, para não escorregar nos dilemas das redes.

O que houve em Tóquio, inclusive, foi um bom exemplo para pensar e repensar a comunicação social em tempos de massificação da internet.

Os atletas, desde a preparação até os holofotes das apresentações, são notados pelas mídias, principalmente pelas redes sociais. Ela está ali, sempre pronta para agir…

Mas, e o atleta? Como saber exatamente como ele vai atuar, reagir e se manifestar? É impossível controlar isso, ali está um ser humano, imerso em cobranças, pressões e questionamentos. Mas, no nível de um atleta olímpico, isso deve ser trabalhado.

A fadinha Rayssa, de apenas 13 anos, ganhou o Brasil e o mundo com sua alegria e humildade durante os jogos, além de dar uma lição de maturidade, ao pedir o cancelamento de uma festa preparada para comemorar sua medalha para não causar aglomeração.

Gabriel Medina não soube perder, embora merecesse ganhar. Mas caiu na boca maldita das redes e da mídia ao não se vacinar e, por isso, perder a oportunidade de disputar o mundial de surf.

Nesse caso e em tantos outros, a boa assessoria de imagem é fundamental! Para pensar soluções, alinhar os bastidores e até para ser um ponto de apoio ao atleta.

As agências que atendem esse público precisam estar atentas e alinhadas aos ideais daquela pessoa (mesmo que não concordem com eles), precisam contar com uma equipe comprometida, atenta, disposta a pesquisar e sempre conhecer mais sobre as ressignificações de cada imprevisto, sempre dentro do contexto social daquele momento.   A imagem que cada atleta reflete pode atrair mais patrocínio, mais apoio e, consequentemente, demonstrar a um país o quanto é importante o investimento em esportes. Isso muda vidas.

Os Jogos Olímpicos de Tóquio exemplificam isso muito bem, pautas sociais e identitárias apareceram muito nas declarações dos atletas brasileiros.

É só conferir os resultados: dos 6 ouros, 4 foram para os nordestinos, e a maioria das medalhas, para pessoas negras.

Os atletas batalharam muito, e ganharam mais pela garra do que pelo apoio recebido – caso de Rebeca Andrade (ginástica artística), de Ítalo Ferreira (surf) e Abner Teixeira (boxe).  O Brasil bateu em Tóquio o recorde de medalhas olímpicas, justamente quando o governo brasileiro promoveu o maior corte de investimentos no esporte dos últimos anos.

Fica a reflexão do quão dinâmica e das tantas pautas que permeiam, o tempo todo, a comunicação – ela é um eterno desafio. É a relação com as pessoas, com o mundo social, se transforma junto com a transformação do mundo e das coisas.

Por isso que nossa paixão aqui na ComTexto, é a comunicação integrada. Seguimos trabalhando com ela e por ela e dando seu devido valor.

Ao esporte também, claro!